Vômitou pelas costelas

Vomitou pelas costelas o ódio que guardava do mundo, num ritmo já conhecido, tão monótono e curto, poderia fazê-lo por horas e não derramaria uma lágrima sequer, doentia obsessão doma a visão de mundo dela, livrando-se da dor do mundo da forma mais horrenda que se achou, os traumas de infância juventude e morte misturados com odor dos poucos restos alimentícios, essa escrota forma de se aliviar é a doutrina dela, clique clique, o som da câmera que se acostumou a vê-la nas mais precárias situações a fotografou outra vez, uma doente, com as vulgaridades á mostra e a inocência de um pecado exposto, dê a descarga, dê a maldita da descarga, e perceba o que faz, talvez mais doente que ela seja eu, aquele que a observa, essa ninfeta desesperada escondida por trás de uma doença psicótica, que a força, mutila, e a faz sorrir, mostrando os ossos cobertos de pele e a dor escondida nos olhos caramelados, mais doente que ela sou eu, que a não salvo, aquele ignorante que deveria parar de clicar e impedi-la de vomitar, segurar aquele rosto frágil e implorar por misericórdia, mas meu sangue está petrificado! Que doente sou. Afinal,  faço parte da sociedade! Fazemos parte da sociedade!  Essa sociedade doentia!

Comentários

Any Portilla disse…
Oi Silver

Q texto hein...

Quero notícias suas, como você está?

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